Foco vs. Sacrifício
Foco e sacrifício estão longe de serem a mesma coisa e, embora possam ser frequentemente confundidos, são conceitos distintos que podem impactar profundamente nossas escolhas e a forma como conduzimos nossas vidas.
Enquanto o foco implica seleção, sendo uma habilidade que ajuda a direcionar a atenção e a energia para a realização de algo específico, o sacrifício envolve abrir mão de alguma coisa importante, geralmente por um bem maior ou por algo ou alguém que está acima de interesses próprios. Saber a diferença entre os dois é fundamental para não acabar se comportando de modo a anular aspectos fundamentais da vida sob a falsa ideia de que isso é necessário para evitar distrações.
O foco é essencialmente positivo. Ele ajuda a nos mantermos comprometidos com nossas escolhas e metas. Porém, praticar o foco, não tem nada a ver com eliminar os bons momentos, como os de descanso, por exemplo, mas com a determinação de se organizar de forma que as coisas importantes da vida possam coexistir com seus objetivos. É um ato de conscientização, e quanto mais foco se tem, mais se aprende a distinguir a escala de importância daquilo que nos cerca ou faz parte da nossa vida.
É importante ter em mente que ninguém consegue ficar focado em algo 24 horas por dia, ainda que esse algo seja de extrema importância, a mente precisa de descanso, o cérebro precisa de uma pausa para funcionar no seu máximo potencial. Além disso, é preciso recarregar a bateria e nada melhor do que se permitir uma boa noite de sono ou ter alguns momentos de lazer ou convívio com aquelas pessoas queridas. Definitivamente, o foco não exclui a vida; ele a organiza e a torna mais significativa.
Por outro lado, o sacrifício muitas vezes envolve renúncias. E em certas situações pode significar abrir mão de algo importante, como o convívio com a família, no caso de um emprego em outra cidade, por exemplo; também, em caso de doença de alguém, se pode abrir mão de noites e noites de sono, mas tudo isso por um bem maior, por algo mais importante que o seu próprio bem-estar.
Ainda que o sacrifício seja necessário em certos momentos da vida, como em situações de emergência ou grandes desafios, ele deve ser usado com cautela, pois quando se torna excessivo ou constante, o tiro pode sair pela culatra e ele pode acabar levando ao esgotamento, à infelicidade e até a anulação da vida, o que não é nada produtivo.
Percebe como foco e sacrifício são coisas completamente diferentes. E se você confundiu as bolas, saiba que não foi e nem será o único. Em uma cultura que valoriza o desempenho acima de tudo a busca pelo foco pode ser interpretada como a necessidade de eliminar todos os aspectos da vida que não estejam diretamente ligados a um objetivo. E isso pode levar à crença equivocada de que, para evitar distrações, é preciso abrir mão de tudo o que traz alegria ou conexão humana.
Ledo engano, pois como não me canso de dizer aqui, é a felicidade que nos conduz ao sucesso e não o contrário. Ao confundir foco com sacrifício, corremos o risco de não só nos tornarmos menos produtivos, mas muito muito insatisfeitos. A verdadeira produtividade vem de um estado de bem-estar e equilíbrio, não de extrema privação.
Fica a dica, encontre a medida para ser feliz, porque felicidade é aqui e agora.
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