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Os Três Cultivos - A Prática da Meditação

          É como dizem, a vida é o resultado de inúmeras escolhas. Mas, se é isso o que fazemos ao longo de uma vida inteira, por que não aprendemos a escolher melhor, com mais segurança e menos hesitação? O que será que nos confunde e nos induz ao erro? Já sabemos que a generosidade e a virtude são características que devem ser cultivadas, pois, na medida em que são postas em prática, geram bons resultados, como um ambiente de confiança, relações mais justas e harmoniosas, além de inúmeras oportunidades, porque, pense comigo, se é para dividir a responsabilidade de um negócio, de uma decisão ou de um projeto de vida com alguém, é óbvio que a busca será por aquele capaz de dividir os ônus e bônus, que não quer tudo para si mesmo, que tem coragem e sabedoria para enfrentar as situações, para decidir da melhor maneira, com calma e segurança. Ninguém em sã consciência quer se unir a quem não tenha certas qualidades, pois sabe muito bem o risco que decorre de certas relações. Mas pode ac

Os Três Cultivos - A Virtude

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          Não deve ser difícil encontrar quem se pergunte: “Por que devo ser virtuoso num mundo como o de hoje? Por que devo agir corretamente e fazer o que é certo quando, muitas vezes, não há recíproca alguma?” Bom, eu vejo que há duas maneiras de pensar em relação a isto, porém, antes de mais nada, é preciso saber o que é virtude, o que significa esta palavra que deriva do latim “virtus, -utis” e quer dizer força do corpo. Ora, não se pode separar corpo e mente, assim, podemos pensar que virtude é aquela disposição do espírito que nos faz perseguir o bem e evitar o mal. Mais do que uma característica de ser uma qualidade aceitável segundo a moral e a ética, que são circunstanciais, a virtude está relacionada ao bem, que transcende o indivíduo e seu tempo.  Então, se a pessoa é materialista, não acredita em nada, vive apenas para o hoje e o que a orienta é apenas tirar o máximo das circunstâncias, ou seja, se dar bem acima de qualquer coisa, sem dúvida, a prática da virtude não

Os Três Cultivos - A Generosidade

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          Segundo a visão de mundo budista, há três coisas que precisam ser cultivadas: a generosidade, a virtude e a prática da meditação. Hoje falarei da primeira delas, a generosidade. Afinal, o que é generosidade? O que acontece quando uma pessoa é verdadeiramente generosa? E por que a prática da generosidade é tão importante? Em primeiro lugar é preciso ter em mente que a generosidade é a qualidade daquele que se sacrifica em benefício de outrem, através do exercício da bondade. Também tem a ver com abundância, fartura e, nesses termos, significa o oposto de mesquinhez e avareza. A maneira mais simples de praticar a generosidade é doar algo material. Contribuir com dinheiro, com objetos materiais, que, sem dúvida, podem ajudar alguém, é a maneira mais fácil de ser generoso, uma vez que não há muito envolvimento pessoal e se pratica a bondade a uma certa distância, assim, nessa circunstância é muito comum que a pessoa esteja doando muito mais por si mesma do que pelo outro.

Quanto a Aparência Importa?

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Eu não sei por que, mas muita gente que parte para o autoconhecimento, seja por meio da autoanálise ou de uma análise assistida, uma religião ou mesmo uma filosofia de vida, tem a impressão de que a aparência não importa nem um pouco, que tudo é uma grande ilusão e que, por isso, a preocupação deve ser outra. Mas será que é assim mesmo? Em primeiro lugar, não devemos confundir a aparência com a vaidade, pois a aparência é aquilo que se mostra à primeira vista, é o exterior de algo que se parece com alguma coisa. Mas com o quê? Com aquilo que se quer mostrar. Nesse sentido, a aparência comunica, então, é preciso que tenhamos uma certa atenção para com ela, não no sentido da vaidade, porque a vaidade está baseada numa aparência falsa que ilude, que é vazia. Assim, se tivermos claro essa distinção em nossas mentes, veremos que, se quisermos comunicar para o outro nossos valores, aquilo em que acreditamos, nosso modo de ser e pensar, isto se dá de duas formas, uma com as atitudes que

Por Que Ser Diligente?

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Eu não sei quanto a você, mas já cansei de ouvir da minha avó, da minha mãe, que o descuidado e o preguiçoso têm trabalho dobrado, pois acabam tendo que fazer  duas vezes uma mesma tarefa e isto tem um nome, chama-se ineficiência. E para quem tem uma meta, um objetivo, não é nada auspicioso ser ineficiente. Existem alguns fatores que contribuem para que se consiga dar o melhor de si naquilo que precisa ser feito, como a boa vontade, por exemplo, quem se propõe a fazer o que quer que seja com boa vontade está sempre um passo à frente na direção de seu objetivo, pois de saída já carrega consigo a disposição de se dar por completo, de satisfazer a necessidade apresentada, de realizar da melhor maneira possível. Da mesma forma, ter foco é extremamente importante quando se quer alcançar uma meta, pois desse modo se direciona a mente para o objetivo sem desvios, sendo possível realizar o que quer que seja com cuidado, zelo, atenção e prontidão, ou seja, de forma eficiente. Muita gente