Sem Dor, Sem Ganho

Tradução da expressão inglesa “no pain, no gain”, esse clichê dos marombeiros carrega, de fato, uma grande verdade, pois sem esforço não se alcança os resultados.
Mas o que tem a ver esforço com dor? Que expressão é essa?
É claro que não estamos falando, necessariamente, de uma dor física, a não ser que seu objetivo esteja relacionado ao fisiculturismo, ao halterofilismo, ao esporte ou a uma atividade física em geral, fora isso, quer dizer esforço, dedicação, persistência, por aí.
Mas como o esforço, a dedicação, a persistência, que são atitudes tão positivas, podem estar associadas à dor, quem pensou nisso?
A grande questão é que, para se alcançar uma meta, é preciso pensar num movimento, é preciso sair da sua zona de conforto, abandonar velhos hábitos, se concentrar e persistir, ou seja, insistir em fazer o que é preciso para chegar aos resultados esperados.
Porém, a grande dificuldade é que as mudanças, mesmo as desejadas, causam um enorme desconforto, o que torna o nosso deslocamento em direção ao nosso objetivo muito doloroso.
É por isso que, no início,  todos se animam e parecem estar determinados a chegar lá, mas conforme as mudanças, ainda que ínfimas, vão aparecendo e exigindo uma resposta ainda mais firme, nesse momento, a pessoa fraqueja.
Por exemplo, se seu objetivo é obter uma graduação, precisará de tempo para se dedicar às aulas, aos exercícios e trabalhos, precisará de dinheiro para investir, talvez, não só na própria faculdade, como também nos livros, o que significa que, muito possivelmente, terá de abrir mão de algo que anteriormente fazia parte da sua vida e que era até muito apreciado e prazeroso, como por exemplo, aquele clube em que jogava bola toda quarta à noite, ou aquela saída com os amigos toda sexta-feira para comer, beber e espairecer a cabeça, ou ainda tirar a filha do balé para que possa investir na sua formação e na melhoria da qualidade de vida da sua família.
Pois é, se torna doloroso abrir mão de coisas que nos satisfazem.
Porém, existe uma espécie de antídoto para o desânimo que, no início, não é que faça, de repente, o que é doloroso deixar de ser, mas com o tempo, sim, diminui o incômodo e nos aproxima do objetivo, que é a persistência.
Agora vamos pensar como se quiséssemos fazer parte desse mundo dos marombeiros determinados a ganhar cada vez mais músculos e levantar o maior peso possível. Certamente, no começo, não seria nada fácil, pois sem preparo físico, iria levar algum tempo, talvez muito tempo, até que nosso corpo estivesse preparado para tal realização.
Imagine os primeiros dias de academia, ânimo total! Começa leve e pensa, tudo bem, eu dou conta. Mas o instrutor aumenta o peso e começa a sentir que tinha músculos que nem imaginava ter. Dia seguinte, aquela dificuldade de sentar. Mas insiste! Se dedica às abdominais e não sabe o porquê das suas costas doerem tanto.
Acontece que temos muitos músculos no corpo e a probabilidade de doerem é enorme, assim, podemos ter muitas desculpas para desistir. Mas se persistirmos, a dificuldade de sentar desaparece, a dor nas costas diminui, os músculos começam a crescer e a resistirem cada vez mais e melhor ao esforço e mesmo que novos desconfortos surjam, persistindo estaremos mais aptos. E concentrados chegaremos lá! Não importa o tempo.
Na vida acontece exatamente da mesma forma, dificuldades aparecerão, iremos sentir falta de coisas que teremos de deixar para trás, teremos de tomar decisões que, a princípio, nos trarão bastante desconforto, seremos tentados a usar desculpas para desistir, mas, se persistirmos, nos tornaremos cada vez mais aptos a vencer. Se estivermos concentrados no que precisa ser feito, estaremos cada vez mais perto dos nossos objetivos.
Pode ser clichê, mas é a pura verdade, sem dor, sem ganho.
Fica a dica, se esforce para ser feliz, porque felicidade é aqui e agora.

 

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