A Inveja Mata?


    
    Bom, no imaginário popular sim, pode até não causar uma morte instantânea em quem experimente este terrível sentimento, que traz emoções muito perturbadoras, mas, certamente, vai paralisando aos poucos o pobre indivíduo que perde totalmente o foco sobre a sua própria identidade, suas potencialidades, totalmente cego pelo desejo de possuir o que é do outro, inclusive a sua felicidade.
Percebe que contraditório, pois que a felicidade está longe de ser uma coisa a ser possuída! Então, podemos supor que a inveja é coisa de gente infeliz, certo?
Calma, se é alguém que já experimentou ou experimenta esse terrível sentimento, não se envergonhe, pois pode ainda não ter encontrado a felicidade, mas não deixa de ser humano, com todas as potencialidades que lhe são próprias.
Ciúme e inveja são bem parecidos, embora o ciúme seja definido como um ressentimento em relação aos outros porque eles possuem algo que você acha que pertence a você, uma sensação, muitas vezes, acompanhada de possessividade, insegurança e um sentimento de traição.
Já a inveja, ligada a uma falta de confiança ou a um sentimento de inferioridade, está intimamente ligada à ganância e ao desejo, sendo também um ressentimento em relação aos outros por causa de suas posses, felicidade ou sucesso. E, claro, tanto a inveja quanto o ciúme estão ligados à raiva.
Mas de onde vêm essas emoções negativas? Sim, porque antes de abandoná-las de vez, é preciso saber como elas surgem.
Segundo o budismo, tudo o que nos causa sofrimento tem suas raízes nos venenos mentais, como a ganância, a raiva e a ignorância, o que faz todo o sentido, pois é próprio de quem sente inveja o desejo incontrolável de possuir o que pertence ao outro, ainda que esse desejo esteja completamente desconexo com as potencialidades do indivíduo, o que provocará uma raiva imensa devido a frustração de não conseguir ter para si o objeto desejado, até porque, o invejoso ignora o fato de que ele, na verdade, não possui um objeto de desejo, senão o que é do outro.
Vê-se que o foco está deslocado, o indivíduo invejoso não se vê, senão em comparação com o outro, ignora o fato de que é alguém, cujas circunstâncias são completamente diferentes das do outro, assim como suas capacidades e habilidades.
Não é fácil se livrar da inveja, mas se o problema está enraizado na ignorância, o antídoto é conhecer e, no caso da inveja, o melhor é começar pelo autoconhecimento.
Mais uma vez, digo que a meditação pode ajudar e muito no combate à inveja, pois observando o incômodo emocional que se experimenta quando se sente inveja ou mesmo ciúme, focando nas sensações físicas e aprendendo a deixá-las ir, é possível reconhecer-se e desapegar-se da ideia falsa de si mesmo e sentir-se feliz com o que se tem.
Fica a dica, livre-se da inveja para ser feliz, porque felicidade é aqui e agora.

 

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