Não Seja Um Ressentido

        É perfeitamente normal que tenhamos um ideal de vida. Mas essa ideia só existe nas nossas cabeças e ela só se fecha e se torna real ou não, se concretiza, quando paramos de respirar, se é que me entende. Enquanto estamos bem vivos, esse ideal está em construção.
        Esse entendimento é o que nos faz focar em cada ação para que o resultado que imaginamos, que desejamos se concretize, de preferência, muito antes do último suspiro.
        Porém, mesmo que se consiga ver concretizado aquele ideal, a luta para a manutenção desse ideal permanece até os últimos dias, até porque nós mesmos vamos nos transformando ao longo da nossa existência, vamos vislumbrando um futuro um pouco diferente, pois aquilo que num momento é importante para nós, pode não ser no momento seguinte. Tudo muda! Inclusive nós mesmos. Por isto, esse ideal não é fechado.
        Não importa como gostaríamos que fosse nossa vida, o importante é que tenhamos em mente que não se parte do resultado para a ação e sim da ação para o resultado, ou seja, o entendimento de que a cada dia estamos construindo nossa vida para que se pareça ao máximo com o ideal que temos é que permite que avancemos na direção do resultado, do objetivo. Sem essa compreensão, só o que sobra é o ressentimento, pois sem fazer o que deve ser feito o resultado estará longe de ser alcançado.
        Por exemplo, se você na adolescência imagina que será um atleta reconhecido na idade adulta, terá que se dedicar desde sempre à prática do esporte escolhido, terá de abrir mão de uma série de coisas naturais da idade como por exemplo, comer um monte de bobagens, dormir tarde, ir para a balada, tudo pelo seu ideal de vida que certamente exige um comportamento adequado que sugere muita disciplina, muita concentração e esforço. É claro que ao longo do tempo é natural que se pergunte, será mesmo que é isso que eu quero?
        Outro exemplo, se você se imagina como um profissional de hotelaria que irá conhecer o mundo e trabalhar em vários lugares diferentes, terá desde cedo que aprender não uma, mas duas ou três línguas estrangeiras, terá de privilegiar a carreira em detrimento de um relacionamento, pois esse tipo de profissão torna muito difícil ter uma família, não que seja impossível, mas se não encontrar o parceiro disposto a abrir mão de tudo pelo seu ideal, se não conseguir criar seus filhos de modo que eles achem muito natural que tudo convirja para o seu objetivo, tudo isso pode ser um preço alto a ser pago.
        Então, talvez a conclusão seja que o ponto fundamental para que tenhamos sucesso nesta vida é certamente procurar saber o que realmente está de acordo com as nossas prioridades, com os nossos anseios mais profundos, que nada têm a ver com conquistas materiais, mas sim com a construção da nossa própria personalidade e da nossa vida.
        Então, faça a seguinte pergunta a si mesmo, o que eu quero? Que parte de mim deseja isso? Como farei isso acontecer? Do que terei de abrir mão? Por que eu desejo isso?
        Essas perguntas são importantes e devem ser feitas de tempos em tempos, funcionando como uma sintonia fina para que possamos dar o melhor de nós em cada etapa da nossa vida, para que possamos estar bem orientados no nosso destino e para que possamos ser felizes e ter sucesso.
        Fica a dica, oriente-se para ser feliz, porque felicidade é aqui e agora.

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